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PSICANÁLISE E ARTE - DODECAFÔNICO

March 31, 2019

ROMA

 

Roma é um filme autobiográfico, escrito e dirigido por Alfonso Cuarón, nascido na Cidade do México em 28 de Novembro de 1961, diretor de diversos filmes, como Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2004)  e Gravidade (2013). O filme angariou indicações para os Prêmios Globo de Ouro de 2019 na categoria de Melhor Roteiro; no Óscar 2019 também recebeu indicações a Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro original, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som e Melhor Direção de Arte. E foram concebidos os prêmios Globo de Ouro 2019 de Melhor Diretor e Melhor Filme em Língua Estrangeira, e Óscar 2019 nas categorias Melhor Diretor, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Fotografia.

 

Alfonso Cuarón escolhe contar um trecho de sua vida a partir de um olhar carinhoso sobre sua empregada doméstica Cleo, abordando sua rotina na casa e com as crianças, mostrando também um pouco da história do México, que entrava na ditadura mais rígida da América Latina. Consegue discutir preconceito, desigualdade social e a colonização mexicana, focando em Cleo e na sua importância para a família, adentrando na classe popular, pois quem conta a história do filme são as pessoas mais comuns.

 

O filme é feito em preto e branco, que mostra o contraste social, formando 4 camadas de discussão, a camada social, cultural, política e por fim a camada intima, que aborda as intimidades da família e Cleo. Cuarón também revisita sua carreira e referencia diversos filmes, como Gravidade. Os planos do filme são apresentados em círculos abertos no âmbito dos ricos, mostrando o cenário inteiro, e em semicírculos, que são menores e curtos no âmbito dos pobres. A trilha sonora aparece somente quando há necessidade, pois muitas cenas estão em silencio; o idioma original é uma mistura de espanhol e mixteco, pois para Cuarón, no México legendam os filmes espanhóis em espanhol mexicano porque alguns sotaques não podem ser entendidos. A edição, enquadramento e fotografia são muito bem feitas, fazendo com que o telespectador se identifique com os personagens, criando proximidade.

 

Durante todo o filme Cleo fica em silencio, não conseguindo externar suas tristezas, ela se cala quando todos podem falar e mesmo assim tudo é sua culpa. Sua personagem mostra a vida de sua perspectiva, não apenas dos privilegiados, mas também, por exemplo, dos povos nativos que foram expulsos de suas terras e vendidos aos Latifundiários. É ela que mostra o bom, o bonito, o trágico, ela quem limpa, resolve, leva culpa, cuida, cozinha, salva, tudo é ela e nada é dela, assim Cleo sai do anonimato pelo menos uma vez, para que algo seja dela, porque sem ela, sem filme o melhor filme de 2018, segundo o National Board of Review.

 

Debatedora: Margareth Arilha, psicóloga e psicanalista, graduada pela USP/SP (1979), atuando clinicamente desde então. Possui formação em Psicanálise pelo Instituto Sedes Sapientiae (1989), mestrado em Psicologia Social/NEGRI-Núcleo de Estudos de Gênero, Raça e Idade pela PUC-SP e doutorado em Saúde Pública pela USP/SP.  Viveu no México entre 2001 e 2006, atuando como assessora regional de Agencia do Sistema ONU na área de Políticas Públicas, Gênero e Direitos Humanos. Desde 2010 é Pesquisadora do NEPO / UNICAMP, e atualmente desenvolve sua clínica psicanalítica lacaniana em Jundiaí e São Paulo.

 

 

 

 

 

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