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Novas relações seguem padrões de consumo e satisfação pessoal

May 18, 2018

Tema de filmes hollywoodianos, a amizade com benefícios (ou amizade colorida) se tornou uma das formas de relacionamentos mais comuns nos últimos tempos. Com reclamações crescentes sobre como é difícil estabelecer laços duradouros, frases como ‘ninguém quer nada sério’ e ‘ainda não encontrei a pessoa certa’ são frequentes justificativas para escolha deste tipo de interação.

 

Porém, essas expressões podem ser reflexo do modo como a sociedade vive nos tempos atuais. Segundo a psicanalista Margareth Arilha, vivemos em uma época de consumismo selvagem e a lógica do uso e do descarte é uma tendência verdadeira até mesmo na vida amorosa.

 

“Nunca a imagem foi tão valorizada como agora, o indivíduo se tornou o centro de tudo e faz esforços severos para conseguir alcançar o ‘perfil perfeito’, inclusive quando se trata de envolvimentos. As relações estão baseadas na ideia de que você pode possuir, adquirir, consumir, exibir e, quando necessário, excluir aquilo que não agrada mais”, explica.

 

E com tantas possibilidades quase que instantâneas de relação, o compromisso perde espaço. “As pessoas não enxergam mais o compromisso como algo benéfico, pois querem apenas partilhar momentos, prazeres, fragmentos de si mesmo com o outro.

 

Dificilmente há interesse em tomar a responsabilidade de participar ou até mesmo servir o outro de forma mais complexa. O amor é isso: se colocar à disposição de algo ou alguém por aquilo que você pode doar e não receber”, explica. “Nessas novas relações, são praticadas formas aparentes de amor construídas em bases narcisistas. O sentimento, de fato, não pode existir assim”, diz a psicanalista.

 

De fato, assumir uma amizade com benefícios exige o desapego. Na internet, milhares de publicações estabelecem regras para que isso funcione, mas em todas elas a principal é: não envolva sentimentos.

 

Experiências

 

Isso não é de todo ruim. Aliás, é essa característica que leva M.T.G a se relacionar desta forma. “Não estou apaixonada no momento, mas ainda sim tenho desejos e carências. Não dá para ficar esperando o cara certo – pelo menos não para mim. Na verdade, talvez ele nem apareça.

 

Acredito que essa é uma relação bem sincera, o que um quer do outro fica explícito desde o primeiro encontro e nada mais é cobrado.

Confesso que tenho um pouco de preguiça em pensar nas crises de ciúme, traição, conhecer família, apresentar amigos e DR, ou seja, tudo que envolve um relacionamento sério, um namoro, por exemplo”, comenta a jovem de 24 anos.

 

Outro ponto exposto por M.T.G é o protagonismo da mulher na amizade com benefícios. “Foi a liberdade conquistada pelas mulheres que tornou possível duas pessoas interagirem desta forma. Não precisamos mais morrer virgens só porque não nos casamos ou não temos um amor para vida toda. Isso deveria ser comemorado”, explica com bom humor.

 

O problema de definir que não se pode desenvolver sentimentos é que, às vezes, os sentimentos acontecem. Por esse motivo, A.C.O, 22 anos, não se aventura mais nessa experiência tão livre. “Não julgo quem mantém um relacionamento assim. Aliás, admiro esse desprendimento. Tentei por duas vezes manter uma ‘amizade colorida’, mas sempre me apegava, sofria e envolvia sentimentos. Por fim, encontrei uma pessoa, com quem namoro há três anos, e me sinto muito mais feliz, mesmo tendo mais trabalho para equilibrar interesses, gostos e hábitos”, relata N.A., 26 anos, fica no meio termo.

Não é de encarar relacionamento sério, mas também evita sair com muitos caras. “Tive um P.A. (patrocinador da alegria) até hoje, mas era uma espécie de carinho de plástico.

 

Às vezes até rolava um passeio ‘de casal’ com alguns amigos, mas sabíamos que não era de verdade. Na minha opinião, chega a ser egoísmo muitas vezes. De fato, é somente para relaxar, ter prazer e depois seguir como se nada tivesse acontecido. Hoje, optei por ficar sozinha. Me sinto bem assim, o importante é cada um encontrar a felicidade, seja de uma forma ou de outra”, afirma.

 

Acesse: JJ/Principal/Jundiaí/Novas relações seguem padrões de consumo e satisfação pessoal.

 

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